Caiana Revista académica de investigación en Arte y cultura visual

Caiana Nro7

Arthur Valle


Nativismo e identidade visual brasileira nos artigos de Karl-August Herborth para O Jornal (1926-1927)

Em 1920 o ceramista e professor de origem alemã Karl-August Herborth (1878-1968) chegou ao Rio de Janeiro, na sequência de um convite para trabalhar na indústria cerâmica local. Durante os sete anos seguintes, Herborth dirigiu a Manufatura Nacional de Porcelanas, no Rio de Janeiro, e fundou a Companhia Brasileira de Porcelana, em Minas Gerais, onde trabalhou como diretor técnico. Entre 1926 e 1927, Herborth também desempenhou o papel de teórico de arte, escrevendo para o periódico O Jornal, editado no Rio de Janeiro, uma série de artigos nos quais procurou expor as principais ideias que nortearam o seu trabalho no Brasil. “O papel do indígena na cultura artística brasileira,” “A arte primitiva do Brasil e sua significação para a arte moderna”, “O grande valor da cerâmica de Marajó”: estes são apenas alguns dos títulos de artigos de Herborth publicados em O Jornal, que eloquentemente expressam as suas preocupações estéticas. Notadamente, Herborth defendia a criação de um vocabulário decorativo inspirado pela cultura material de povos nativos brasileiros, cujos motivos ornamentais ele compilou e propôs em novas interpretações. No presente trabalho, partindo da análise de alguns dos artigos de Herborth para O Jornal, procuramos discutir as suas proposições estéticas, bem como a sua participação nos debates sobre a identidade artística brasileira nos anos 1920.



Palabras Claves: Karl-August Herborth, Arte moderna no Brasil, Identidade nacional, Nativismo

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